sexta-feira, 31 de dezembro de 2010



Erro

Queria que não fosse assim.
Prefiro manter distância.
Sua presença me remete a ilusões hipotéticas.
O erro é meu.
Antes de tudo, deveríamos ter investido na amizade.
Foi tudo muito rápido.
Rápido pelo meu erro.
Olho pro passado...
Sei que vou me arrepender por toda vida.
Sinto falta do seu olha, seu jeito meigo e do seu interesse pelos meus bobos assuntos.
Te adoro em tudo.
Pena ter percebido tarde demais.

sábado, 11 de dezembro de 2010



Amizade

Desejo correr para longe
Não agüento mais!
Ter você por perto só me dispõe dor e sofrimento.
Seu jeito inocente e carismático acentua-me vontades de amar.
Bem, acho que interpreto mal.
Talvez seja só afeto.
Boa parte de mim gostaria que não fosse.
E o que resta, está presa a concretude das coisas.
Devo convencer a mim mesma, afinal, é perceptível.
Fico toda desnorteada, só você que não vê, ou finge que não.
Vou correr para longe, por entre as galáxias do universo...
Para o ultimo buraco negro.
Um lugar onde nada me lembre você.
Não te quero como amigo.
 Não sou rude!
Só não serei soberba com meu coração.

(Dedicado a Priscilla Brito)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010



O vento

Quero informar: o problema sou eu.
Sim, sou eu.
Utopias de amor destruídas por não saber como caminhar.
Nada que planejo da certo.
Mas tudo bem...
O que importa é que tenho um amigo que me compreende.
Você me entende tão bem.
Pena ter escolhido amizade.
Escrevo novamente a história e comprovo que sou inapta ao amor.
Sempre fui.
Só não queria acreditar.
Mais um amigo?
Bobagem...
Poderia ser pior.
Não nego que sonhei ou planejei.
Estou em um estado composto por esperanças que somem ao vir do vento.
O bom é que se renovam a cada brisa.
O vento sopra mais uma vez...
Minha utopia se foi. {você}
Espero que pare de soprar um dia.
Fico aqui a esperar.
Adeus!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010



O óbvio
(Ou Te Ver! 2)


Não queria transformar minha angústia em poesia.
Faço por se tornar amarga.
Mais uma expectativa quebrada, desfeita.
Cheguei a amar? Não sei.
Sei que, o que senti, era muito forte.
Como irei agir ao ver-te da próxima vez?
Preciso bolar uma estratégia pra que não notes a diferença.
Pintarei-me de palhaço, afinal, todos são felizes.
É... só que os sentimentos influenciam as aparências.
Foi tão rápido, mas tão intenso.
Intenso pra mim.
Uma tentativa de uma pessoa só.
Estava óbvio de mais.
Fiz-me de cego, não quis enxergar o complexo.
Não quero que cupe-se por não me amar.
Amor agente não escolhe, nem força.
Sofri, sofro e vou continuar sofrendo.
Dizem que é o destino.
E esse é o meu, sozinho.
Seu medo de amar irá te impedir de evoluir,
Machucará outros também. 
Normal.
Não deve se culpar pela dor alheia.
Muito menos a minha.
Seu isolamento não irá causar um desconforto em nossa futura amizade.
Espero que não!
Analiso novas perspectivas que me fazem tomar decisões sobre vidas e amor.
Peço perdão por transformar nossa história em poesias.
Desculpe, a minha.

(Dedicado à Edmara)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010



Psil


Palavras não são nada engaioladas na ausência do ruído de sua presença.
Minha língua trava, reprimida pelos lábios fechados costurados com linha áspera.
O coração aperta. Calafrios próximos ao ventre.
Impossível olhar seu rosto incrédulo...
Sinto-me envergonhada, embora não tenha efetuado falso juízo.
Batimentos disparam rapidamente.
O silêncio endurecido me faz viajar no medo perturbado das possibilidades.
Os pensamentos bons são efêmeros, vão com os sons não produzidos.
Gritos, enfartados de tanta dor, adoçam o temor da perda.
Estou extraviada no imaginário.
Guio meu olhar, mais uma vez, para as coisas boas...
Já não se encontram!
Fujo da ficção.
Silencio o silêncio.
Você está me observando sentado sobre a cama.
Meus olhos encharcados mal conseguem projetar seu rosto.
Sem expectativas de um novo amanhã.
 Não quero sofrer muito. Peço para que não fale.
Jogue no sepulcro o que fomos!
Descansarei na penumbra do silêncio e ressurgirei para outra loucura.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010





Te Ver!


À hora se aproxima.
Minhas mãos começam a suar.
Sinto um formigamento em todo meu corpo.
O ponteiro demorou a chegar ao lugar desejado, mas chegou.
Vou ao seu encontro, ou melhor, a sua procura.
Encontro.
Observo ao longe.
Você está linda, sempre foi.
Fico tenso.
Caminha em minha direção.
O tempo para.
Tudo se mistura.
Estou inerte.
Você se aproxima.
Não quero parecer um babaca, permaneço estático.
Passa por mim como se fosse invisível.
Explodi por dentro uma vontade de gritar meus sentimentos.
Porém, permaneço calado.
Tudo bem!
Estou feliz e seguro.
Será que alguém consegue ser feliz e seguro estando só?
Nego o que assim falei.
Espero um dia poder estar.
Espero que com você.

terça-feira, 5 de outubro de 2010





A Despedida


Estado conturbado na minha alma
Vontade de chorar
Sua credibilidade jogada de lado por motivos fúteis não me permite pensar no amanhã.
O que eu fiz?
Confiei e dei abrigo.
Abri as portas do coração.
Expressou uma grande vontade de amar.
Amou?
Uma lágrima cai.
Fui boba.
Mostrou-me ser tão sincero.
Mentira!
Partiu sem dar explicações.
Um adeus, não ouvi.
Infeliz mente amo.
Sofro!
Faço dessa lágrima um doce remédio para uma cura tardia.




(Texto dedicado a Camila Aguiar)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010





?






Eu estou muito confusa...
O que é amor?
Sinto um vazio nessas duas semanas sem você.
Algo foi arrancado de dentro de mim.
Circunstância inevitável de dor e angustia.
Sinto falta!
Amor.
Então, amor é sentir falta?
Só sentimos falta do que já nos acostumamos a ter.
Amor é costume?
Precisamos nos acostumar para saber amar?
-Essa pobre aprendiz das palavras não sabe explicar-
Posso dizer uma coisa... SINTO FALTA!

sábado, 25 de setembro de 2010






Passando...



Não volto atrás...
O que era amanhã vejo agora como nunca.
Não sou mais o que fui.
Nem o que queria ser.
O tempo andou rapidamente.
Deixei de aproveitar as coisas prontas da vida.
O questionamento sucede o arrependimento.
Prestigio minha desgraça no vácuo escuro da merda.
O que era a pouco, agora, virou passado.
Foi-se o tempo pro nada.
Envelheço um pouco mais a cada instante.
Não volto atrás por que não quero.
Não volto porque não posso.
Não sou mais o que quero.
Sou o que os segundo, horas e milésimos fizeram de mim.



De Encontro


Amor é uma vontade sem freio que desse do alto da ladeira e só para pela força do atrito ou quanto acerta seu objetivo.
Quando acerta: se choca com tamanha imensidão, causando uma enorme explosão, jogando tudo para longe e deixa uma nuvem negra no ar que demora a desaparecer.
Quando é parado pelo atrito é tudo muito diferente: Não se tem fumaça negra, pedaços espalhados nem explosão externa.
Não por não querer!
No último caso visto caso nada é compartilhado: a explosão é por dentro; a fumaça negra é de tristeza; o que fica despedaçado é o coração.
Não por vontade própria, mas por negação do outro.



sexta-feira, 16 de julho de 2010






Eu


Hoje resolvi falar comigo mesma.
Podem me chamar de louca ou gozar da minha cara.
Só preciso saber como eu estou.
Não tenho notícias de mim a um bom tempo.
A preocupação me invade trazendo hipóteses absurdas.
Algo de errado aconteceu... O quê?
Preciso saber!
Bato na porta da sala das coisas perdidas que há em meu corpo.
Quem atende?
Eu mesma.
- Por que não apareceu mais? (Pergunto)
-Não tenho motivo. Estou sofrendo por um amor que não era para ser meu. (Respondo-me)
- Posso ajudar? (Pergunto)
- Não. Prefiro sofrer aqui dentro sozinha.
Não se preocupe, vou ficar bem! (Respondo-me)
- Espero que se recupere logo. Adeus “eu feliz”.



Sonho

Hoje acordei triste.
O motivo?!
Tive um sonho feliz.
Será que minha felicidade é só um sonho?
Não, só existe em sonho.
Que pena!
Transpareço meus sentimentos para qualquer um.
Não há como escondê-los.
Gostaria de ser invisível.
Gostaria de não ter ti conhecido.
Ou, ao menos, que não fosse assim.
Amanhã vou vender todas as minhas coisas
E gastar todo o dinheiro em soníferos.
Só assim serei feliz eternamente, não por uma noite.

quarta-feira, 16 de junho de 2010




Roberta

A cada passo que dou, para longe de você, vejo que nada mudou.
Sempre volto ao mesmo ponto [você].
Caminho em círculos sem querer.
Peregrino há muito tempo, dês da última vez que nos separamos.
Estou aflita querendo você!
Já estive com outros tentando amar, mas meu coração continua sendo seu.
Isso não sou eu que decido, como já disse, é involuntário.
Preciso parar de me contrariar.
Minha felicidade é ao seu lado.
Não quero mais tentar, nem enganar outros homens.
Estou chegando ao ponto de partida,
Dando uma volta completa novamente.
Espero que esta seja a última vez...
Faltam poucos passos.
Tenho um único desejo: somente me queira.



Temporal

Nesse fim de tarde o mar está revolto,
A brisa se transformou em vendaval
E a claridão do sol...
Não vejo mais.
As ondas chocam-se nas rochas com tanta fúria
Que chegam a lhe arrancar pedaços.
Minhas vestes estão ensopadas
E corro o risco de adoecer.
Com isso nem me importo!
Só quero viver este exato momento,
Pois, assemelha-se ao meu coração.
[O tempo sabe o que sinto].

quinta-feira, 27 de maio de 2010


Fotografia


Uma fotografia me trouxe lembranças de um passado
que abandonei sem dar nem uma explicação.
Fiquei desnorteado ao ver sua imagem.
Vozes de arrependimento rodeiam minha cabeça.
Gotas ácidas descem sobre a face.
Fico ínfimo ao olhar sua fotografia novamente.
Minha alma se dissolve no remoço do erro cometido.
Como pude ser tão rude com um amor inofensivo?
Iludir alguém que já se decepcionou tantas vezes é imperdoável.
Amor não é algo que se brinque.
Não adianta me arrepender
Sei que não tem volta.
Contentarei-me com sua amizade


(Dedicado a Elayne Cavalcanti)

segunda-feira, 24 de maio de 2010





O TEMPO



Já faz algum TEMPO...
TEMPO, quem o inventou?
Se não fosse inventado será que passaria?
Quem o inventou se perdeu nele mesmo.
O TEMPO não para, passa!
O nosso não teria passado se ele não fosse inventado.
Seria eterno!
Para ser eterno não deve existir TEMPO.
Horas, minutos, segundos e milésimos, pra quê?
Pena que não aproveitei.
Pena que não foi eterno.
Pena que foi pouco TEMPO.

domingo, 23 de maio de 2010





Para que servem as mãos?


Para pedir, chamar, cumprimentar, agradecer, implorar e infelizmente dizer adeus.
Mão que sempre me deixaram tão feliz com as caricias tuas neste corpo meu.
Essas mãos que expressão raiva, fúria, ódio, medo.
Sim medo.
O medo!
Medo que tomou conta de toda expressão do meu corpo:
Dos olhos, da boca, da face, das mãos!
É, sinto por não ser um sonho.
[Realidade, realidade, realidade].
Vi depois de dois anos, no balançar de tuas mãos, a expressão de um adeus.
E agora nas minhas mãos, após dois meses da despedida, encontra-se o ceifar de uma vida.
Conclui: elas servem para o libertar de um medo que se tornou realidade.

(Texto dedicado a Thaís Santos)

quinta-feira, 22 de abril de 2010





Vereda



Sim, sou louca.


Como uma biruta ao bater do vento,


De um lado para o outro.


Louca, por ter passado pela minha cabeça que um dia você me amaria


E até por pensar que tínhamos algo em comum.


Percebo agora, não temos nada a ver um com outro.


Não existiam perspectivas de vida entre nós dois.


Não tenho magoa ou ódio por tares falado o que sentias por mim:


[ Nada! ].


Mas sinto-me confiante para seguir esta caminhada.


Que seja só, ou até mesmo acompanhada de outro alguém.


Porém, irei continuar sendo aquilo você não quis:


[ Eu ].

quarta-feira, 21 de abril de 2010


Fonte


Quando fechava meus olhos, vinha a sua imagem colocando-me de lado
E dizendo que eu não significava mais nada para você.
As lágrimas desciam sobre a face como uma fonte de águas pura e doce.
Pura e doce, como eu achava que eram seus sentimentos por mim.
Achava. Fui enganada, ou melhor, iludida. Iludida por este amor.
Mas, hoje essa fonte secou.
Todo meu amor, envaidecido, foi-se em lagrimas.
Tomei consciência de que não vale apena sofrer por você.
No entanto, não sei se vou conseguir encontrar outro alguém que possa fazer fluir novamente essas águas.
Encher essa fonte mais uma vez.
Fonte esta chamada coração.

sábado, 17 de abril de 2010



Sobrevivendo ao Tempo


Continuo presa a você

E ainda não acredito que tudo findou.

Todo meu amor, todos meus planos,

Não significaram nada?

Um exagero de ira me absorve por completo.

Por que acreditei nessa ilusão?

Aqueles pequeníssimos espaços de tempo

Onde parecia que me amavas...

Estava enganada!

Fui usada como uma marionete

Na sua tentativa de esquecer quem ti fez sofrer.

No entanto, agora é você quem faz alguém sofrer.

Seguirei meu caminho

Sobrevivendo ao fim.

Sei que irei te esquecer com o tempo,

Porém, não cometerei o mesmo erro seu.





Enredo De Um Medíocre


Uma forte emoção.

Uma ligação.

Uma rápida conversa.

Um receio.

Uma segunda ligação.

Uma ousadia.

Um “eu te amo”.

Um silêncio.

Um tempo de seis segundos.

Uma mudança de assunto.

Um até logo.

Um telefone no gancho.

Um coração apertado.

Várias lágrimas.

terça-feira, 23 de março de 2010




O TEXTO
(Ou Resposta a Baltazar II)

Hoje, algo me impulsionou a escrever.
Uma sensação desagradável que volta a repetir-se.
Invade as entrelinhas do meu peito
E faz com que as pequenas frases, feitas de amor, tornem-se dislexiadas.
Passo a acreditar que estou repugnada para o amor.
Ou para este.
Minha cabeça está confusa.
Há uma explosão de discordância em meus sentimentos.
Será que eu sou a culpada por querer invadir sua vida?
Ou a culpa está em você, por não abrir espaço para o amor?
O meu amor.
Estou louca!
Não gostaria de parar aqui.
Por que insisto em continuar se é você quem não quer?
Pode ser amor?
Na verdade, é.
Mais tenho muito receio de ti falar...
E você com toda sua malevolência não sentir o mesmo por mim.
Incoerente.
Assim, defino a insensatez dos meus sentimentos.
Insensatez causada por você.
Termino aqui para não redigir algo que possa me arrepender ou fugir ao tema.




Infeliz

Sou uma pessoa inata ao desamor.
Carrego comigo a solidão e o sofrimento.
Sou neutra quando falam em felicidade.
Amor...
Desaprendi.
Decepcionei-me tantas vezes que nem sei
Se consigo tentar novamente.
Gostaria de partilhar desse meu sentimento alheio.
Acabar com esse monólogo de angústia.
Mas...
Sempre que tento algo da errado.
Estou triste e abatida.
A falta de um amor recíproco leva-me ao súbito.


sábado, 13 de março de 2010



Escanteado

A felicidade debandeia do meu corpo
E me deixa um largo espaço para outro sentimento.
Sentimento este que penetra e inflama a caixa torácica do meu peito.
Chega dando uma sensação de penúria em m’alma.
Por onde andará a felicidade?
Volte! Não me deixe assim!
Estou escanteada.
Sinto-me como um brinquedo jogado sob a cama
Por uma criança que acaba de ganhar outro.
Mais novo, mais moderno.
Talvez, até mais bonito!
Por onde andará a felicidade?
Volte! Não me deixe assim!
Oh, sentimento maldito
Me fazes pensar coisas tenebrosas.
Estou isolada socialmente.
Sepultada em meus pensamentos egoístas.
Sou uma ilha.
Algo que em tão pouco passará a inexistência.
Anulada, desfeita, desmanchada.
Por onde andará a felicidade?
Volte! Não me deixe assim!
As coisas nunca são como se planeja,
Pelo menos para mim.
Sem felicidade me aprofundo neste sentimento...
Que agora toma todo o meu corpo.
Sentimento este chamado de SOLIDÃO.




Construção
(ou resposta a Baltazar 1).

Não deves tomar como exemplo tuas relações passadas. Deves apostar tudo sem medo de erra. O medo faz com que as pessoas percam grandes oportunidades. No seu caso, um grande amor. Não me digas palavras precipitadas, pois, palavras magoam. Já ouvis-te falar de amor eterno? É algo que se constrói de base. Não derrubes a alvenaria do meu coração. As tuas palavras aproximam-se de mim como se fosse uma marreta atingindo meu peito. Amor eterno existe. Se não posso mudar-te, deleitar-me-ei no cálice da angústia.


sexta-feira, 12 de março de 2010


Baltazar

Faz-me adormecer em teus braços. Quero sentir o doce mel do teu afago. Nos teus braços posso sonhar? Sei que não te tenho porque não mereço. Defino-me como apenas um, dentre outros, que não sabem amar uma só mulher. Canalha, cafajeste solitário. Idêntico aos que no fim dos livros não tem finais felizes. Um dia acabará por me tornar um biofóbico, por conta dos curtos momentos em que sou feliz. Como este. Pena que não passa de uma noite. Faz-me adormecer em teus braços. Quero sonhar está noite, pois, amanhã é outro dia. Não quero culpar-me por brincar com sentimentos dos outros. Odeio até pensar nisso! Prefiro pensar no que mais me interessa... As circunstâncias (momentos) que me fazem amar por um instante. (Correção: ter prazer por um instante). Não me culpe por isso. Dei-me um pouco do teu afago e faz-me dormir. Pois, amanhã tudo não passará de uma circunstancia (momento) para nós dois, ou, ao menos, para mim. Não acredito em amor.

A Espera.

O que ontem era utópico
Hoje, para mim, é subsistência.
Um desejo que torna-se realidade
E que deixa de ser aquela quimera de minha vida módica.
Espero que este nunca acabe.
Espero, pois, já esperei e irei esperar.
Espero por um futuro onde eu, eu mesmo, possa ser feliz.
Não me ache um mercenário querida amada,
Pois, a felicidade, a partir de agora, tem seu nome.

Maré baixa.

Tomo como palavras vazias no meu peito
A dor de não ter-te em meus braços.
Por não saber o motivo que te impedi de tentar,
Passo a achar que o errado sou eu.
Que não sirvo para amar-te.
De toda a esperança que criei,
Vi sumir como se fosse um castelo de areia
Engolido pela maré alta da praia
No final de tarde de uma quarta feira nublada.
São tristes as conseqüências que me levam a acreditar
Que não depende de mim.


(À volta) ou ( A rezadeira).


Quando estiveres a só,

Aproximarei-me de ti,

Como um suspiro no silêncio.

Beijarei a tua boca

E deitarei no teu colo de oratório.

E ti lembrarei o exato momento em que ti conheci.

Depois ti lembrarei que tenho que partir.

E tu, tu voltarás a orar

A perguntar a Deus quando teu amor irá voltar.